Biblioteca Azul


Lições aprendidas

A rede ePORTUGUÊSe já realizou duas avaliações de impacto do uso das Bibliotecas Azuis nos PALOP e Timor Leste que identificaram a realidade local em cada um dos países.
Destacam-se as seguintes lições aprendidas:

1) Identificou-se existência de três tipos de público-alvo para a Biblioteca Azul em português:

  • O primeiro grupo requer livros com informações mais elaboradas e que atendam às necessidades práticas da clínica, sendo estes médicos e enfermeiros.
  • O segundo grupo é formado por agentes comunitários ou técnicos que necessitam de uma literatura mais voltada para atenção básica de saúde, incluindo cartilhas e folhetos.
  • O terceiro grupo são professores, alunos e acadêmicos que utilizam o seu conteúdo como bibliografia complementar aos seus cursos.

2) Apesar do objetivo das Bibliotecas Azuis ser o de suprir unidades de saúde distantes dos grandes centros com informações básica, na prática, elas estão sendo destinadas a uma variedade de instituições desde Hospitais Centrais a Postos de Saúde, passando por Universidades, Bibliotecas Nacionais e Centros de Formação.

3) Em alguns casos, a Biblioteca Azul encontra-se em instituições de ensino e os livros são usados como bibliografia complementar aos cursos de medicina e enfermagem, o que reforça a importância do projeto. Este é o caso de todas as instituições já contempladas na Guiné-Bissau, onde todos os usuários são estudantes e docentes. Há ainda Bibliotecas Azuis em instituições com este perfil em Moçambique e São Tomé e Príncipe.

4) É necessário treinamento para o uso das Bibliotecas Azuis, já que muitos dos gestores não são profissionais da área da informação.

5) Verificou-se que os responsáveis não se sentem suficientemente seguros para controlar o empréstimo do material, sendo que em muitas instituições tem-se como regra a consulta dos livros apenas no local.

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