Multilinguismo na OMS

Os seis idiomas oficiais usados na OMS são os mesmos das outras organizações do sistema das Nações Unidas. No entanto, para lidar com os problemas de saúde de seus Estados Membros, a OMS deve trocar e intercambiar informações nos mais diversos idiomas. Desta forma estará mais equipada para difundir suas mensagens, produzir e disseminar informações e usar e intercambiar seu conhecimento em saúde.

Os avanços das tecnologias de informação e comunicação permitem atualmente uma interação entre parceiros de forma rápida e quase instantânea, ressaltando a importância do idioma. Entender a mensagem em seu próprio idioma tornou-se fundamental para que profissionais de saúde possam comunicar-se, transmitir uma mensagem e fazerem-se entender. É também considerada uma forma de respeito à identidade e cultura de um povo. A oportunidade de usar o próprio idioma para obter e intercambiar informação é um fator determinante na capacidade de passar do conhecimento à prática.

Em 2008, a Assembléia Mundial da Saúde adotou um plano de ação ao multilinguismo para assegurar o acesso equitativo à informação e ao conhecimento não só nos seis idiomas oficiais (árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol), como também em idiomas locais, onde necessário.

A plataforma ePORTUGUÊSe é um exemplo que visa fortalecer os países de língua portuguesa através do desenvolvimento de uma rede de informação em saúde em português. Seu objetivo é apoiar profissionais de saúde, formuladores de políticas, acadêmicos e estudantes nos oito Estados membros de língua portuguesa, promovendo o treinamento e capacitação assim como facilitando o acesso à informação em saúde em português, contribuindo para a divulgação da produção local de conhecimento.

Compartilhar